sexta-feira, 28 de agosto de 2009

soneto de um amor fantasma

(bernardo malta)

Destilado do mais refinado ódio
Entre todos os sentimentos, o vão
Aos por ele ferido não há o pódio
Pois faz os homens perderem a razão

Almejo, sobre tudo, a perfeição
Desde que ela procurei na solidão
Ao viajar buscando a perdição
Afundando aos pouco na confusão


Nas mais profundas linhas do sofrimento
Vejo que a beleza fere o crucial
Seja o primeiro ou o último momento


Essa é a minha jornada sem final
Pra que o coração, minha luz e tormento,
Por fim ache sua sina, seu Graal

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