(márcio pombo)
em meu redor
olhos salgados
em rostos amargos
de lembranças doces,
eclipses do azedo
que a morte não leva.
surda oração
pros dias que vem e vão
além das marias
que ficam então
a enxugar as valias
não mais em questão.
fui água e fui vinho,
fui manso e fui bruto,
lutei com meus moinhos
e agora... luto...
mas não fica puto,
matada ou morrida,
malária ou escorbuto,
se veio pra mim,
despintando-me a tela,
virá para ti
e também para ele,
ele, ele, ela, ela...
e deitado aqui,
onde hoje me prostro,
mostro o que vós também mostrareis:
olhos fechados, já não mais salgados,
profundos vazios que não choram mais.
dispensem o padre,
cumpri meu papel.
vivi meu destino,
fiel combustível
do fogo divino.
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
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