(márcio pombo)
quero poder
poder dominar
se sou dele, sou ele
minto enquanto sinto
eterno enquanto carne
que não discerne o cerne de todo o controlar
sou deus cego
provando do bem e do mal
do ter e do não ter
do sorrir e do sofrer
e ainda assim não vê
que anda em círculos cada vez mais curtos
em torno de maya
em torno de maya
eu, minha, meu eu...
vozes da ilusão
de um corpo nada sutil
vagando, pó ao pó,
embarcação pirata e suas pilhérias
indo de encontro à tempestade
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
sábado, 26 de dezembro de 2009
O Reticente
(Bernardo Malta)
Secam-se os lábios
De conselhos sábios
E palavras intocáveis
Tornam-se afáveis
Secam-se bocas,
Salivas viram sal
Em gargantas roucas,
Ouve-se apenas o gutural
No silêncio
O reticente é condizente
Ao silêncio iminente
Faz dele o ventre
De ideias ousadas
E o túmulo
De linhas apagadas ...
Secam-se os olhos
Desfocados pelas mágoas
E cerrados por águas
Afogam-se os poros
No silêncio
O reticente é condescendente
Ao silêncio que não sente
Faz dele o berço
De poemas calados
E o mausoléu
De livros queimados ...
Em vão
(Bernardo Malta)
Afago do destino
Em ocupar este vazio
Sentimentos de irmãos
E de amores em vão
Amargo desatino
Destes pulsos finos
Vagando em solidão
Entre amores em vão
Carinhosa cara-metade
De flores, cardos e espinhos
Cármica tempestade
Dorme carente em meus sonhos
Vago fascínio
Por este rosto divino
Racionaliza meu existir
Frente a este amor
Em vão
O Pombo
(Bernardo Malta)
E onde já se viu
Filhote de pombo?
No mesmo covil
De um enterro de anão
Mar macio de veludo,
Entre alunos, crentes
E seres humanos carentes
É o mentor de nós, doentes
No mau cio desta vida
Despreza cedros e pombas
Ao nadar em minhas mágoas
E esperar sua dama das águas
E no mau cio desta vida
Entre a fé de um mero erro, mero...
E o tormento da loucura
Proeza é sorrir com esmero
E não mais cito
Aquilo antes dito
Pois sou eu o filhote
De meu mentor, amigo e irmão
O pombo
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Dama da noite
(Bruno Monteiro)
Doce flor da noite
Mostra sua beleza
Diante dos olhares serenos
Da Estrela, Lua e Firmamento
Suave Perfume, sensível fragância
Entranha-se pelo olfato
De um poeta, ao relento,
Fazendo-o sentir um pulsar de esperança
Brancas pétalas vibrantes
Diante dos olhos do trovador
Começam a desabrochar
Sépalas, Pétalas, Estames
Peças de uma composição
Em perfeita simetria
[Enfeitando a escuridão]
Doce flor da noite
Mostra sua beleza
Diante dos olhares serenos
Da Estrela, Lua e Firmamento
Suave Perfume, sensível fragância
Entranha-se pelo olfato
De um poeta, ao relento,
Fazendo-o sentir um pulsar de esperança
Brancas pétalas vibrantes
Diante dos olhos do trovador
Começam a desabrochar
Sépalas, Pétalas, Estames
Peças de uma composição
Em perfeita simetria
[Enfeitando a escuridão]
Assinar:
Postagens (Atom)