segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

maya

(márcio pombo)

quero poder
poder dominar
se sou dele, sou ele

minto enquanto sinto
eterno enquanto carne
que não discerne o cerne de todo o controlar

sou deus cego
provando do bem e do mal
do ter e do não ter
do sorrir e do sofrer
e ainda assim não vê
que anda em círculos cada vez mais curtos
em torno de maya
em torno de maya

eu, minha, meu eu...
vozes da ilusão
de um corpo nada sutil

vagando, pó ao pó,
embarcação pirata e suas pilhérias
indo de encontro à tempestade

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