(Bernardo Malta e Márcio Pombo)
Mover-se um quadrado
Pra frente ou pra trás
Diferencia um rei
De um peão
Mas sigo em blocos
Em preto e branco
E nunca olho para trás
todos peças desse mesmo jogo
reis, bispos a cavalo, sonhos...
Mas sigo em blocos
Em preto e branco
Bravo, marchando sempre em frente
Sempre em frente
À frente, toda essa geometria
Atrás, divina hierarquia
E por todo lado
Soldados de pedra
dançando cada um no seu quadrado
Na primeira com dois passos vou
Na ilusão de ir além
amém pra frente comandado sou
diagonal, quero comer alguém
vem meu bem!
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Sonho
(Fernando Malta)
Sonhei com a vida, ontem
Com as minhas não escolhas
E com tudo que poderia ter sido.
Hoje acordei sem esquecer,
Sem ser capaz de entender
Sem parar de sentar.
Vejo a vida e meu sonho
Duas realidades de um mesmo tom
Possibilidade, potencialidades
Então não quero rimar
Não agora com o sonho em mim.
Só quero colocar pra fora
As certezas e incertezas
O sonho ou eu mesmo
E fim.
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Tungstênio
(bernardo malta)
Olhos abertos
Porém cobertos,
Pela escuridão
Olhos em cruz
Banhados à luz
Do imenso clarão
Ainda que abertos ou fechados
São os olhos cegos
Olhos cegos da humanidade
Lembre-se que à margem
De todo foco de sua luz
As sombras são a paisagem
E lembre-se que o seu claro
É lar do escuro que te seduz
Inerte ao riso e ao escarro
Olhos salgados,
Porém lacrados
Pela escuridão
Olhos distantes
Sonhadores, errantes
Em direção à sua luz
Ainda que salgados ou errantes
Todos olhos apenas cegos
Cegos da vaidade
Olhos abertos
Porém cobertos,
Pela escuridão
Olhos em cruz
Banhados à luz
Do imenso clarão
Ainda que abertos ou fechados
São os olhos cegos
Olhos cegos da humanidade
Lembre-se que à margem
De todo foco de sua luz
As sombras são a paisagem
E lembre-se que o seu claro
É lar do escuro que te seduz
Inerte ao riso e ao escarro
Olhos salgados,
Porém lacrados
Pela escuridão
Olhos distantes
Sonhadores, errantes
Em direção à sua luz
Ainda que salgados ou errantes
Todos olhos apenas cegos
Cegos da vaidade
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
pus meu coração nessa receita
(brener morais)
Solidão televisão
Há claramente mente não
Ilusão e tudo em vão
O coração, jogo pra você
Bêbado por mais
Comoção propagação
Há certamente mente não
Intenção é ficção
O coração, jogo pra você
Bêbado por mais
No meu caminho para o céu
Eu não quero dizer:
“Tanto tempo tudo em vão!”
Me leve pra bem longe
Onde eu me esqueci
E só quando chegar...
Me devolva o coração!
Devoção educação
Há lentamente mente não
Instrução e repetição
O coração, roubam de você!
Silenciosamente nada mais
Solidão televisão
Há claramente mente não
Ilusão e tudo em vão
O coração, jogo pra você
Bêbado por mais
Comoção propagação
Há certamente mente não
Intenção é ficção
O coração, jogo pra você
Bêbado por mais
No meu caminho para o céu
Eu não quero dizer:
“Tanto tempo tudo em vão!”
Me leve pra bem longe
Onde eu me esqueci
E só quando chegar...
Me devolva o coração!
Devoção educação
Há lentamente mente não
Instrução e repetição
O coração, roubam de você!
Silenciosamente nada mais
ruminando
(brener morais)
Hoje eu vou dançar no escuro de olhos abertos,
Quero sentir o meu coração na boca,
Imaginar o mundo com meu estômago
E andar descalço na minha língua.
Vou esquecer o desejo pra reinventar o tédio.
Deixar minha cabeça sempre pra amanhã.
Meus planos guardados nos rins.
Meu sangue: meu guia, me guia.
Minha rota muda com o mundo e
Enxergo com minhas mãos o caminho.
Sigo qualquer som perdido no horizonte...
Ontem, eu poderia ter voltado pra casa.
Hoje eu vou dançar no escuro de olhos abertos,
Quero sentir o meu coração na boca,
Imaginar o mundo com meu estômago
E andar descalço na minha língua.
Vou esquecer o desejo pra reinventar o tédio.
Deixar minha cabeça sempre pra amanhã.
Meus planos guardados nos rins.
Meu sangue: meu guia, me guia.
Minha rota muda com o mundo e
Enxergo com minhas mãos o caminho.
Sigo qualquer som perdido no horizonte...
Ontem, eu poderia ter voltado pra casa.
sabores do mundo
(brener morais)
Ele gosta de andar de costas e olhar o céu
Ele pensa sonhos e conversa nuvens
Batuca a vida cheia de música
Sem olhar pra frente ou pra trás
Sua única preocupação é chuva
Só, para estar além...
Os sabores do mundo estão em suas mãos
Ela gosta do cabelo no vento e de cheirar o sol
Ela canta destinos e sussurra flores
Dança com a vida como chuva pro chão
Sem olhar pra frente ou pra trás
Sua única preocupação é sombra
Só, para estar além...
Os sabores do mundo estão em suas mãos
Ele gosta de andar de costas e olhar o céu
Ele pensa sonhos e conversa nuvens
Batuca a vida cheia de música
Sem olhar pra frente ou pra trás
Sua única preocupação é chuva
Só, para estar além...
Os sabores do mundo estão em suas mãos
Ela gosta do cabelo no vento e de cheirar o sol
Ela canta destinos e sussurra flores
Dança com a vida como chuva pro chão
Sem olhar pra frente ou pra trás
Sua única preocupação é sombra
Só, para estar além...
Os sabores do mundo estão em suas mãos
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
espelhos do pecado
(bernardo malta)
Vejo uma galeria de espelhos
Toda ao seu redor
Refletindo o vibrante vermelho
Do manifesto de sua dor
Vejo uma galeria de retratos
Sorrindo à sua volta
Eternizando seus maltratos
Do reflexo de sua revolta
Ao foco de sua vida
Caída.
A beleza, o seu pecado
E a estupidez, o seu legado
Vai deixar pra trás
O seu espelho estilhaçado?
Vejo ao seu redor
Fragmentos de espelhos
Abortados de qualquer cor
Perfurando seus joelhos
Sufrágio da beleza interna
Para os Narcisos e os Corcundas
Ou até quando a vida eterna
Cicatrizar feridas profundas
Vejo uma galeria de espelhos
Toda ao seu redor
Refletindo o vibrante vermelho
Do manifesto de sua dor
Vejo uma galeria de retratos
Sorrindo à sua volta
Eternizando seus maltratos
Do reflexo de sua revolta
Ao foco de sua vida
Caída.
A beleza, o seu pecado
E a estupidez, o seu legado
Vai deixar pra trás
O seu espelho estilhaçado?
Vejo ao seu redor
Fragmentos de espelhos
Abortados de qualquer cor
Perfurando seus joelhos
Sufrágio da beleza interna
Para os Narcisos e os Corcundas
Ou até quando a vida eterna
Cicatrizar feridas profundas
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