(bernardo malta)
Olhos abertos
Porém cobertos,
Pela escuridão
Olhos em cruz
Banhados à luz
Do imenso clarão
Ainda que abertos ou fechados
São os olhos cegos
Olhos cegos da humanidade
Lembre-se que à margem
De todo foco de sua luz
As sombras são a paisagem
E lembre-se que o seu claro
É lar do escuro que te seduz
Inerte ao riso e ao escarro
Olhos salgados,
Porém lacrados
Pela escuridão
Olhos distantes
Sonhadores, errantes
Em direção à sua luz
Ainda que salgados ou errantes
Todos olhos apenas cegos
Cegos da vaidade
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário